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Fiat Uno - A botinha com tempero esportivo


Erick von Seehausen
Sócio gerente
erick@autoserra.com.br
AutoSerra
www.autoserra.com.br

Fiat Uno - A botinha com tempero esportivo

Fiat Uno - A botinha com tempero esportivo1.5R, 1.6R, 1.6Rmpi e Turbo ie



A partir de 1987, a Fiat resolveu dar uma temperada na sua Uno e lançou a versão esportiva 1.5R, um tempero picante que transformou a “botinha” desejada por muitos naquele ano.

De fora era, identificado pelas faixas laterais, rodas de 5,5 x 13 pol (1 pol mais largas que as do CS) com calotas que lembravam discos de telefone, spoiler de teto e o detalhe único da tampa traseira em preto-fosco, qualquer que fosse a cor da carroceria. Por dentro, os cintos de segurança e uma faixa central dos bancos esportivos eram vermelhos.



O motor era o mesmo 1.500 a álcool do Prêmio, mas com comando de válvulas mais bravo, taxa de compressão mais alta e carburador de corpo duplo, que elevavam a potência de 71,4 cv para respeitáveis 86 cv, com torque de 12,9 m.kgf. Com freios dianteiros a disco ventilado e pneus Pirelli P6, de mesma medida (165/70-13) mas com código de velocidade H (para até 210 km/h), dirigir o 1.5R em estradinhas sinuosas era um prazer, desfrutando de notável estabilidade e de um desempenho que rivalizava bem com o Escort XR3 1.6.

Em 1989. acabamento e conforto foram os alvos de melhoria na linha Uno para aquele ano. As versões mais luxuosas ganhavam um painel mais tradicional e refinado -- sem os "satélites" e o cinzeiro móvel --, mas um tanto baixo e por isso estranho.

O Uno 1.5R ganhava novo grafismo nas laterais, amortecedores pressurizados e rodas de alumínio, que acabariam apresentando fissuras e sendo objeto de recall anos depois.

Em 1991 a nova versão, ganha o motor 1.6R , nova frente e passava a oferecer bagageiro no teto e teto solar com deslocamento externo e comando manual.



A curiosa situação de um motor de topo (1.600) continuar com carburador quando um inferior (1.500) já adotava injeção era corrigida em 1993, com a chegada do Uno 1.6R mpi. A injeção multiponto permitia maior taxa de compressão e eliminava o catalisador, levando-o a 92 cv de potência e 13 m.kgf de torque; havia novas rodas e lanternas fumê. No ano seguinte essa versão recebia um novo painel, mais atual e elegante que o de "satélites" usado até então, e a opção de direção assistida, muito solicitada por suas motoristas.



Uno Turbo (pioneirismo do turbo no Brasil)




Esportividade por fora, por dentro e sob o capô do Uno Turbo. Note a barra de amarração


Para um público bem diferente, a Fiat introduzia outra inovação: o primeiro turbocompressor original de fábrica do Brasil no Uno Turbo i.e. -- ele próprio, que os europeus conheciam há nove anos e que, ironicamente, havia sido lançado no Brasil, como carro-madrinha no GP de Fórmula 1 de 1985... O motor de 1.372 cm3 já utilizado na Itália, da mesma família do 1.600 Sevel, utilizava resfriador de ar (intercooler), radiador de óleo e atingia potência de 118 cv e torque máximo de 17,5 m.kgf, valores similares aos de um motor 2,0 de aspiração natural.

A velocidade máxima era de 195 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h exigia apenas 9,2 s, mas o turbo demorava a "encher", tornando-o um carro de dupla personalidade: fraco em baixas rotações e explosivo em altas, acima de 3.500 rpm. A Fiat inovou também com um curso de pilotagem aos primeiros proprietários -- o que valia como boa estratégia de marketing e, quem sabe, poderia garantir boas estatísticas junto às seguradoras, com reflexos no prêmio do seguro, sempre elevado em esportivos.

Para segurar a fera, rodas de 14 pol com pneus 185/60 eram montadas em cubos de Tempra, do qual também vinham os freios, com discos ventilados de 257 mm Ø à frente; a suspensão foi redimensionada e havia uma barra de amarração (stress bar) entre as torres dianteiras. O estilo mostrava identidade própria e pára-choques de formato exclusivo, com spoiler incorporado.

Bancos envolventes, volante de três raios exclusivo e painel completo -- incluindo manômetros de óleo e de turbo e termômetro de óleo -- realçavam a esportividade do interior. E o estepe ficava o porta-malas, reduzindo-o bastante.

Fonte - http://bestcars.uol.com.br / http://www.encontracarros.com

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