AutoSerra - O classificado automotivo da Região Serrana
Painel do Anunciante
Favoritos

Leia nossos

Artigos


Parati - ''A station mais jovem do País''


Erick von Seehausen
Sócio gerente
erick@autoserra.com.br
AutoSerra
www.autoserra.com.br

Parati - ''A station mais jovem do País''

Parati - ''A station mais jovem do País''Com esse slogan, a Volks do Brasil lança em 1982, já como linha em 1983, para ocupar o nicho de mercado deixado pela Brasília e sua perua, a Variant II o seu novo Station Wagon.

A Jovem Parati, com nome sendo aproveitado de uma palavra tipicamente brasileira que identifica uma cidade histórica do país, localizada no Estado do Rio de Janeiro, adequado a um veículo do tipo perua para passeios/turismo que viria a fazer história pelos anos 80, 90 e 2000 atingindo a marca de quase 1 milhão de unidades vendidas.


História

No início da década de 80, com a construção da nova fábrica da Volkswagen do Brasil em Taubaté (SP), a Volkswagen do Brasil deu início a produção da chamada Família BX, da qual nasceram os VW's Gol, Saveiro, Voyage e Parati.

O início da produção da Parati ao mesmo tempo marcou o fim da produção da VW Brasília que era um sucesso absoluto de vendas tendo saído linha no início deste ano com mais de 1 milhão de unidades produzidas.

Primeira Geração

Com a mesma mecânica do Voyage, motor refrigerado a água, a Station-Wagon de 2 portas tornou-se a mais vendida no ano de 1984 o posterior ao seu lançamento. Suas linhas retas davam um ar jovial, que conquistou os jovens “Geração Rock In Rio”. Suas vendas deslancharam em 84, quando atingiu a sétima posição entre os mais vendidos, deixando para trás as mais tradicionais do mercado, a Marajó da Chevrolet, a Panorama da Fiat e a Belina da Ford, que competia com as grandes e com as pequenas.


Dois anos depois, chegava a versão PLUS que confirmou o sucesso do modelo.

Em 1988 Parati passa a ser produzida em duas novas versões a CL e GL que recebia mudanças internas, com destaque para o painel usado em ambas versões, que era o mesmo usado no Voyage de exportação, o Fox, que logo depois passou a ir junto com a Parati, a Fox Wagon e que obteve relativo sucesso entre os modelos pequenos da América do Norte (EUA e Canadá). Com instrumentos semelhantes aos do Santana, com um tacômetro (conta-giros). Outra característica do quadro de instrumentos era a luz composta por LEDs coloridos. O Salão do Automóvel de 1988, realizado em São Paulo, marcou a chegada da nova versão luxuosa e esportiva GLS para a Parati, com o motor 1.8 a álcool do Voyage, de 96cv exportação que só seria vendida em 1989.


Em 1990, como parte do acordo Ford-VW da Autolatina, a Parati CL recebia o motor CHT 1.6 Ford, rebatizado de AE 1600, cuja sigla tem por significado "Alta Economia". Com 76cv de potência, a versão a álcool não primava pelo desempenho compensado pelo bom consumo. Na virada da década a Parati tinha as seguintes versões: CL AE 1600 (1.6) e CL AP-1800 (1.8), GL AP-1600 (1.6), GL AP-1800 (1.8), GLS AP-1800 (1.8) com duas opções de combustível. No Salão de São Paulo, de 1990, a VWB lança a linha 91 com a reestilização frontal. A frente dos carros torna-se mais arredondada, apesar de quadrada ainda, na Parati, mudanças discretas na traseira, com novas cores e estofamentos para toda a linha.

Para a linha 1992, segundo medida legislativa, toda a linha Gol passa a ser equipada de série com catalisador, que aparece como inscrição “catalisador” na tampa traseira. O motor 1.8 de 99 cv, passava a equipar a Parati GLS, o 1.8S do Gol GTS. A versão luxuosa da Station-Wagon até hoje é admirada pelo seu visual jovem e esportivo.


Segunda geração

Em 1995 a Parati recebe a mesma reestilização do Gol com um desenho mais arredondado. A cor de lançamento foi a vermelha e a Volkswagen buscou dar à Parati um maior apelo esportivo junto ao público jovem, embora ainda fosse oferecida apenas na versão 2 portas (3 contada a traseira). Sua versão GLS tinha motor 2000 de 109cv de potência e injeção eletrônica FIC (Ford). A Parati passa a ser equipada com direção com assistência hidráulica, uma reivindicação antiga de seus consumidores e freios ABS como item opcional.

Em 1997 começava a produção da Parati GTI 2000 16V (Gran Turismo Injection = GTI) com injeção eletrônica multiponto. Uma característica curiosa do veículo (tal qual como o Gol) era o "calombo" no capô necessário para a acomodação do propulsor com as 16V. A versão de elevado valor, não teve bons números de vendas. Finalmente a Volkswagen começou a produzir a VW Parati na versão 4 portas, considera uma antiga reivindicação de seus consumidores, que, possivelmente, não havia sido ainda atendida por problemas estruturais na carroceria. Além da versão com motor 1.0 de 16V, Gol e Parati passam a ter como opcionais bolsas infláveis. Só que, na mesma época, a Fiat estreia o Palio Weekend, que passa a tomar uma boa fatia de vendas do modelo e estragar a "festa de debutante" da station da Volks.

A reação para o jogo só acontece em maio de 1999, quando a terceira geração do Gol "obriga" a Parati a adotar o novo visual. Com o design renovado, a perua aparece mais atraente e ainda volta à briga com mais fôlego.


Terceira e Quarta geração

Em 1999 foi reestilizada a Parati com as mesmas mudanças estéticas e mecânica aplicadas ao Gol. 2000 - 1.0 16V Turbo (112cv) e 1.6 álcool.


As vendas continuavam estáveis até a Volkswagen colocar a Parati com motor 1.6 l flex, em 2004. O que fez os emplacamentos crescerem significativamente. Depois de mais um face-lift, que acompanhava as mudanças do Gol, a Parati ainda era a perua da Volkswagen. Até 2006 chegar. Uma decisão da montadora desencadeou o ostracismo atual da perua. É que ao invés de renovar o modelo, a empresa lançou o SpaceFox, derivada do Fox. A partir daí, as vendas da Parati só registravam baixa.Os entusiastas do modelo até se encheram de esperança quando o novo Gol foi lançado, em 2008. Como era de praxe a atualização da versão wagon, era possível que a Parati finalmente renascesse. O Voyage foi ressuscitado em outubro no mesmo projeto. A picape Saveiro ganhou a sua nova carroceria no ano seguinte. Já a Parati...


Com o sucesso da Spacefox, a versão meio perua, meio minivan do Fox, que tem mais espaço para passageiros do que bagagens, a Parati foi deixada à deriva. Aconteceu com ela o que fizeram com o Voyage em 1995. Pelo menos, a perua sobreviveu com a Track&Field e séries especiais como a Surf (com motores 1.6 e 1.8 Flex), a Titan (de suspensão elevada e acabamento rústico) e o pacote Trend. Já estava na linha 2013, quando seus aparelhos foram desligados. Deixa o mercado somente com o motor 1.6 Total Flex, de 101/103 cavalos, câmbio manual de cinco marchas e as versões básica e Surf, somente por encomenda. O mercado brasileiro vem desistindo das peruas e a Volkswagen vai desistindo da Parati, que morre balzaquiana, deixando viúvos emissoras de televisão, surfistas e famílias que cresceram viajando para o litoral ou para o campo com a station wagon. Seus fãs agora torcem para que ela ressuscite em um futuro próximo, como aconteceu com o sedã Voyage.

Fontes: novoguscar.blogspot.com.br - www.terra.com.br - www.wikipedia.org


Você entende de carros? Gostaria de escrever artigos para o AutoSerra?

Clique aqui e fale conosco.
» Home
» Carros
» Carros antigos
» Motos
» Anunciar
» Lojas
» Guia de serviços
» Favoritos
» Artigos
» Notícias
» Contato
» Perguntas frequentes
» Quem somos
» Publicidade
» Termos de uso
» Política de privacidade
Tel.: (24) 2246-7476
Email.: contato@AutoSerra.com.br
Atendimento de segunda a sexta - 9h às 16h (intervalo 12h - 13h)

Formas de pagamento


AutoSerra - O classificado automotivo da Região Serrana
Todos os direitos reservados

Versão: 20170612